Alfonso Herrera responde diversas perguntas para GQ Magazine

0

O grupo musical RBD, surgido a partir do sucesso da série juvenil mexicana Rebelde, vendeu 57 milhões de discos, 9 milhões de ingressos e mais de 20 milhões de artigos de merchandising ao longo da década passada. Quando começou o fenômeno, Alfonso Herrera apenas somava 20 primaveras; hoje, com a idade de Cristo alcançada neste ano mantém uma ressaca de mais de um milhão e meio de seguidores no Twitter com a segunda temporada de Sense 8 com estreia pendente, além dos papéis protagonistas da série The Exorcist e The Chosen, filme hispano americano concentrada na vida do assassino de Trotsky.

Com todo o fandom derivado deste currículo renascentista, Herrera continua “indo ao mercado e ao cinema com a maior naturalidade“. A Fama e como relevá-la “é uma questão de energia“, resume. “Ser popular não me fez mudar de hábitos. Sempre me visto de maneira desleixada (minha mulher zomba muito de mim porque ando com bermudas e camisetas todo o tempo) e se alguém se aproxima, em seguida tiramos uma foto ou lhes dou um autógrafo, mas não é algo que me atormente ou me altere. Faz alguns anos eu estava no aeroporto do DF e avistei no final de um corredor larguíssimo a um tipo que tinha uns dentes enormes e levava um óculos de sol enorme, e eu pensei: ‘Ou é um ator ou um jogador de futebol’… efetivamente era. É como quando diz ‘feche os olhos e não pense num elefante roxo’… o que acredita que vai acontecer?“.

Analisando um por um seus múltiplos trabalhos atuais, o primeiro a que podemos observar é “The Chosen”, filme dirigido pelo catalão Antonio Chavarrías com um pé na Guerra Civil espanhola e outra na capital do México, destino alcançado pelo historicamente controverso comunista Ramón Mercader. “Realmente se conhece pouco dele. Antes de estudá-lo sabia o mesmo que todo mundo, que foi o assassino de Trotsky. Quando alguém vem de fora, lhe levamos à casa de Trotsky, que é onde aconteceu o crime“, explica Herrera.

O que Chavarrías pretende é rechear os buracos estabelecendo hipóteses de como pode ser a participar de Mercader na Guerra Civil Espanhola, seu treinamento na Rússia até se tornar numa arma humana da URSS e sua metamorfose em Jacques Mornard, identidade com a que conseguiu infiltrar-se no círculo de Trotsky e que teve muito a ver com a esquizofrenia com a que tanto pode simpatizar um ator. “O diretor tinha muito claro o que queria: marcar uma clara diferença entre os dois personagens plasmando assim ambos mundos“.

O resto da agenda iminente do mexicano tem que procurá-la nos Estados Unidos, primeiro na série que tomará o testemunho do icônico padre Karras, com um pé na obra que William Friedkin assinou em 1973 e outro em exorcismos reais documentados nos últimos anos. Com isto, o Padre Tomas colhe o relevo de Jason Miller o próximo 23 de setembro com vontade de criar comunidade. Por outro lado, está Hernando, parceiro na ficção do espanhol Miguel Ángel Silvestre em Sense8, um dos maiores sucessos criados sob o selo da Netflix.

A série idealizada pelas irmãs Wachowski conseguiu o que o resto de seu trabalho posterior a Matrix jamais obteve: consenso. Superproduções do calibre de suas duas sequelas, “Speed Racer”, “A Viagem” ou “O destino de Júpiter” tropeçaram repetidamente com crítica e público em sua tentativa de reinventar as bilheterias, e foi procurando o nicho, oferecendo um produto que não era para todos, quando chegaram à quase todos. “As novas plataformas democratizam conteúdos tanto no modo de consumo como no interesse dos espectadores. Faz algumas semanas (em junho) estivemos na Parada Gay em São Paulo e é incrível comprovar como as pessoas conhecem os personagens e as conexões existentes entre eles em detalhe“.

Sobre sua transição de tradicional galã romântico a estandarte da reivindicação dos direitos homossexuais, “tem quem absorve de maneira muito mórbida e outros como algo muito positivo“, resume. “A hipótese que plantam as Wachowski de que não importa raça, nacionalidade, gênero, nem preferência sexual implica que, no final das contas, todos estamos conectados e dependemos uns dos outros. Trabalhar com elas e com James McTeigue (sua ajudante de direção), submeter-se ao escrutínio desses seis olhos tão bem treinados, foi uma experiência brutal que te obrigava a estar em guarda todo o momento para fazer as coisas bem“. Tão bem como só sabe fazer um Homem GQ.

E agora, sem mais demoras, os deixamos com o qestionário de estilo do nosso protagonista:

1. Imprescindíveis em seu guarda-roupa.
Roupa esportiva, camisetas lisas e shorts.

2. Um complemento
Os gorros.

3. Segue alguma rotina de imagem?
Exercício, todos os dias.

4. Uma referência de estilo
Pep Guardiola.

5. Seu ícone feminino
Jennifer Lawrence, porque não é pretensiosa.

6. Gadjet sem o qual não poderia viver
Meu celular

7. Usa redes sociais?
Sim. Instagram e Twitter, principalmente.

8. Uma escapada de fim de semana
Me encanta refugiar-me em alguma praia mexicana.

9. Suas melhores férias
Faz um ano tive uma viagem incrível pela Grécia e Turquia.

10. Um filme
“O poderoso Chefão”, a trilogia completa.

11. Um livro
“O labirinto da solidão”, de Octavio Paz

12. O que está lendo atualmente?
O roteiro da série “O exorcista”, que estreia no final de setembro a nível mundial.

13. O que toca no seu iPod?
Música cubana.

14. Seu programa de TV Favorito
Neste momento, Stranger Things.

15. Um cocktail de bar
Melhor, uma boa cantina mexicana.

16. Um restaurante
El Merotoro, na Cidade do México, é comida da Baixa Califórnia.

17. O maior capricho que te deu
Ter um filho… (risos)

18. Sua tática de sedução
Ser autêntico e transparente, suponho.

19. O momento GQ de sua vida.
O dia que recebi o prêmio GQ de Melhor Ator de 2015, no México.

20. O que tem que ter um homem GQ?
Bom senso de humor, ser autêntico e não temer ao que está por vir. É interessante e ter curiosidade e fome de sabedoria, de conhecer, de explorar, de conquistar…

21. Um homem GQ.
Miguel Ángel Silvestre

Créditos: GQ.com.mx & RBDForever.com.br

Compartilhar