
Depois de ausência na televisão, a atriz de 27 anos volta as telas na nova novela de Emílio Larrosa, Dos Hogares. Em uma entrevista muito pessoal e íntima, abre seu coração e nos fala de sua infância, sua luta contra a anorexia, seus amores, a perseguição dos paparazzis, a maturidade e muitos mais.
Este mês Anahí completa 28 anos, dos quais 26 esteve exposta as câmeras e ao público. Apesar de ter crescido nos sets de filmagens, Anahí passou sua infância como uma garota “normal” que andava de bicicleta, se emburrava com a escola e se preocupava com seu peso. Tanto, que aos 14 caiu nas garras de uma terrível anorexia que não a superou até seus 21 anos. É muito jovem, mas ela sabe muito bem o que quer: ajudar a outras pessoas que vivem o que ela viveu, se realizar como cantora e atriz. Nosso encontro era uma hora da tarde e pontualmente ela chegou ao seu chamado, onde demonstrou que domina as câmeras. Depois da sessão fotográfica conversamos com ela; nos demos conta que apesar de sua imagem pública, Anahí é uma jovem que faz tudo o que esta em suas mãos para viver uma vida comum de acordo com sua idade e rodeada de gente de sua confiança. Mais linda e madura do que nunca, ficou claro que Anahí, a jovenzinha, ficou para trás.
Começará uma novela mês que vem, porque você decidiu aceitar esse projeto?
Esse projeto é super importante porque fazia cinco anos sem fazer televisão. Depois de Rebelde me dediquei cem por cento a música. Fazem dois anos que sigo com minha carreira solo outro vez, o que foi algo incrível já que visitei muitos países. Queria me concentrar totalmente em meu sonho e não me desviar. Nesse meio tempo, tive que recusar algumas propostas de televisão. Primeiramente, Emílio Larrosa me chamou, um Grande produtor que sempre teve as melhores audiências e a quem eu conheço a anos, igual a muita gente que conheço na Televisa desde meus 2 anos.
Eu lhe digo porque sempre me dizem “o meio artístico é o pior, você deve ter visto coisas horríveis”, e na verdade eu nunca vi nada demais; me conhecem desde pequena e lá tenho um carinho especial pelas pessoas dentro da empresa. Eles me vêem como parte da família porque me viram crescer lá dentro, e isso é incrível. Mas voltando ao tema, Emílio me chamou e disse: “Tenho a história que é para você, porque você vai crescer como atriz, porque é um personagem muito diferente de você, porque eu realmente preciso de uma boa atriz para esse papel”. Na verdade é que Mia Colucci foi o máximo que passou em minha vida, mas era a Anahi na potência. Eu me divertia e chegava a ser… eu! Éramos muuuuito parecidas, e acima de tudo nessa idade de adolescência, onde você está assim, meio exagerada. Foi muito divertido fazer Rebelde, mas não foi algo que digo “Uau, me exigiu muito como atriz”, não. Então, eu tinha vontade de fazer algo que se eu fizesse, esse personagem teria que ter muitas cenas importantes de uma mulher madura, não de uma jovem que foi o que eu sempre fiz. Além de tudo, me encanta que seja uma história original.
Do que se trata a novela?
Pela primeira vez na vida vamos ver um conflito de um triangulo amoroso, mas não de um homem de duas mulheres, mas sim de uma mulher que tem dois lugares. Não se trata de uma mulher má, não é a Cinderela nem a má. Ao princípio da novela ela perde em um acidente terrível o amor de sua vida com quem acaba de se casar. Ai vemos que há pessoas que nem na morte podem se separar. A novela também tem suas cenas de comédia, de atores muito experientes que levam anos com suas fama engraçada e popular, que está incrível; creio que o importante é chegar a todas as pessoas e ter uma história que agrade a qualquer faixa etária.
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