A edição do mês de julho da revista Mujeres Publimetro traz Dulce María na capa, com uma entrevista e fotos exclusivas. Confira:
A rebeldia é um comportamento que, na historia humana, se converteu em uma postura vital contra as injustiças, a artificialidade, entre outros assuntos. Isso intui a intérprete de ”Inevitable”, que sorri para a fase de aprendizagem com RBD, mas transcende e desfruta a conexão de seu coração com o de seus fãs.
Sem dúvida, a fama internacional de Dulce María começou com o RBD, a novela e o projeto musical. Mas essa etapa ficou para trás, muito atrás. Agora é compositora e, praticamente, dona absoluta de sua carreira, nessa época era uma idealista e sonhadora incorrigível, e agora também, mas com uma maturidade que planta seus pés no chão com a consciência de seus limites e alcances.
Dulce María é também um fenômeno nas redes sociais. No facebook, 689.800 pessoas falam da sua página, enquanto mais de 6 milhões de pessoas curtem a página, no twitter tem 5 milhões de seguidores. Por essas razões – mais que números, e porque você pediu, querida leitora da Mujeres, é que em nossa capa nos acompanha essa leitora voraz de Paulo Coelho e poesias em geral, uma mulher que soube ser perseverante e lutar por suas convicções, e para isso fez o seu caminho em uma indústria a partir de um projeto que a colocou nos cenários mundiais e a adornou com os enfeites da fama fugaz, mas não a cegou nem cortou suas asas. Em vez disso, se converteu em uma guerreira com a atitude de sua admirada Janis Joplin. Mas, te deixamos com a compositora e intérprete de Extranjera e Sin Fronteras:
Você começou sua carreira aos cinco anos, em um comercial e na novela El Vuelo Del Águila…
Minha primeira novela…
Como mudou sua vida ao entrar para o mundo televisivo?
Como você disse, comecei muito pequena e tornou-se um modo de vida, me parecia normal. Era como ir a escola, assim era gravar. Quando entrei em Plaza Sésamo (estive dois anos ali) faltava a escola e isso foi difícil, porque as crianças não entendem bem, meu colegas me viam raramente, pois eu era um pouco diferente. Na realidade isso não me afetava muito, mas era raro. Então foi assim até que entrei em KIDS, meu primeiro grupo musical, logo participei de Jeans no disco Cuatro Para Las Cuatro – fiquei no grupo por um ano e meio – eu estava no ensino secundário e logo passei ao secundário aberto, porque comecei com várias turnês, o terceiro ano da secundária eu estudei em sistema aberto, porque depois gravei Clase 406, onde tive minha primeira protagonista. Foram dois anos de gravação, com turnês e tudo mais, foi impossível eu assistir a escola normal e me escrevi no preparo aberto. Ao terminar Clase 406 – Antes disso eu gostava de música e de escrever canções – entrei na Fermata (escola de música) e permaneci um semestre. Justo nesse momento me falaram para gravar Rebelde (RBD), e não pude seguir estudando porque já não tinha tempo para mais nada. Entrei na telenovela com um personagem que me deu muito, foi um desafio para mim. No RBD estivemos por cinco anos, sempre combinando música com atuação. Foi ao entrar em Clase 406 quando, como aos 16 anos, comecei a estudar música e me dar conta que essa seria minha carreira. No principio eu queria estudar Design, publicidade e propaganda ou algo relacionado, mas eu disse: “Ok! Essa é a minha carreira”, porque é realmente disso que estou vivendo. Depois veio Rebelde. Evidentemente mudou a minha vida, porque foi um fenômeno mundial, mudou a perspectiva da minha carreira e de minha vida em geral.
Você vem de uma família de artista. Como se interessou pela vida artística?
Não, na realidade minhas irmãs – mais velhas que eu – faziam comerciais, porque minha mãe as levava a castings. Foi quando vieram a mim e uma moça de uma agência perguntou a minha mãe porque não me levavam. Assim comecei, sabe, minha carreira começou do zero, sem influências e sem nenhuma alavanca.
Embora aos 16 você decidiu sobre música, em Plaza Sésamo você começou a cantar…
Atuar era algo natural, as cenas eram simples e decorar os scripts não me custou tanto trabalho, mas cantar me emocionava muito. Em Plaza Sésamo – onde eu tinha sete ou oito anos – Foi a primeira vez em que eu pisei em um estúdio, e estive ali dois anos, durante os quais eu gravava todas as músicas das crianças da Plaza, dublava alguns bonequinhos e tudo isso. Foi uma fase em que, ainda que eu convivesse com muitas crianças, vivi uma fase solitária: Você entra em um estúdio e fica lá por horas, você sabe, tudo que você tem é um café e se você tiver sorte, biscoitos – desde então me tornei viciada em café. (risos). Daí seguir com o grupo KIDS, aos 11 anos.
Em Clase 406 você começou a compor, então te nasceu a ideia de ser solista?
Sim, aos 11 anos eu tive meu primeiro namorado e eu gostava de escrever. Lembro que escutava canções e dizia “Que legal! Quem faz as músicas que me identifico com ela? Comecei também a ler poemas e me disse: ” Também sinto essas coisas. Porque eu não posso fazer?”. Na escola Fermanta eu queria me especializar em composição, mas só estive escrita um semestre e ainda não levava a sério. Logo veio Rebelde, um grupo. Eu dizia a Pedro Damián (Produtor): “Eu quero ser solista”. E ele me respondia que o grupo duraria o tempo da novela. E foram cinco anos, e eu tinha o desejo de escrever minhas músicas. De fato, no RBD compus uma música chamada “Quiero Poder”. Foi a primeira vez que eu coloquei a música para minhas letras. Depois, coloquei três ou quatro músicas para os discos do RBD, o projeto em geral.
O que você lia ou escutava nesse momento para se nutrir?
Comecei a ler Paulo Coelho aos 16 anos – estava em Clase 406 – e outros livros bem bonitos, Los mensajes de los sabios (de Brian Weiss, quem “aprofunda no conhecimento dos sábios, guias espirituais, e fala do amor como força essencial da vida”, de acordo com as edições B.N.R) o outro se chamava Sara – não voltei a encontra-lo e não me lembro o nome do autor, o qual me dá muita coragem porque me abriu a um mundo mágico, mais ideal, mais sonhador. Nesse então vivia muitas coisas, experiências normais das mocinhas, quando começar a ter desilusões, te apaixona…como não sou a mais pessoa mais social do mundo, escrevia o que me ocorria o que eu sentia.
Você carrega um diário de vida?
Um como tal, não. Tenho um caderno no qual escrevo coisas importantes que realmente preciso tomar: sentimentos, emoções, lembranças, reflexões…De repente, não consigo pensar em algo e digo: “Isso seria bom para fazer uma canção”.
Os livros que você listou são muito introspectivo, espirituais. Em que busca pessoal estavas naquele momento?
O primeiro se chama Sara – antes de ler Paulo Coelho, me abriu a um mundo espiritual – Anjos e coisas assim, eu gostava porque você sai um pouco da realidade cotidiana. Logo li Brida, de Paulo Coelho, que trata de amor e eu pensava muito sobre esse sentimento. Lembrem que eu estava apaixonada e por outro lado terminei minha primeira relação ainda que depois me apaixonei outra vez. Estava em busca de repostas. Precisamente, Brida fala de sua alma gêmea, que deves tomar decisões e se arriscar a viver outras coisas. Eu também estava acordando para a vida, foi a primeira vez que vim para a festa… Em Jeans eu estava super cuidada por meus pais – Sempre fui uma menina de casa. Em Clase 406 – o super descontraído, nos levavam para jantar, em um bar, sabe, eu estava juntando essas experiências de vida e aparte lia os livros de Coelho, especialmente o último, são muito aspiracionais. Te motivam a lutar pelo que acredita e pelos seus sonhos. Eu estava nessa etapa.
O material de seu caderno serviu de inspiração para seu primeiro livro, Dulce Amargo?
Sim, completamente, mas eu tenho muito mais desses cadernos, estão guardados. Dulce Amargo é de um período de meus 11 a 20 anos, trata de um despertar, de se desiludir e logo de apaixonar, quando sentes que seu mundo cairá, se sente só, que ninguém te entende, são essas circunstâncias que todos os moços e moças passam algum momento. As moças que me seguem tem entre 13 há 24 anos. De fato, sairá uma reedição do livro, mas uma edição especial e com material novo, porque esse foi publicado há dois anos. Então eu vou ter entregue há editora com 180 escritos e o livro contém 50. Agora são mais e eu os selecionei.
Em seu primeiro álbum, Extranjera, há um single que se chama “Inevitable”, parecia que aí você descobre uma paixão muito grande. Você é apaixonada ou impulsiva?
Gosto muito dessa música. Trata das vezes, que todos vivemos em algum momento, quando sabes que você não deve se apaixonar por alguém, mas não pode evitar. Nesse momento eu gostava de um rapaz que tinha namorada. Sim, eu sou apaixonada pela vida, não só com o amor, mas eu defendo o que eu acredito e luto pelas coisas que eu gosto. Precisamente, um dos motivos para voltar com o livro é porque, você vai crescendo, vai deixando de acreditar, a vida vai te aterrissando. Quando foi publicado, eu acreditava que tudo era possível, de verdade há coisas que surpreenderam e muitos sonhos se cumpriram. Precisamente porque eu queria. Eu quero voltar a me lembrar que as coisas são possíveis. Acreditar te possibilita cumprir um sonho e isso me mantém até o momento nesta carreira.
Mais